Tio Carlos
Li suas mensagens, fiz uma “salada de frutas” e procurarei comentá-los de uma forma geral.
Ainda que pareça absurdo, há muito curvei-me às últimas palavras – como Presidente da República – de João B. Figueiredo. Palavras estas que o sr. certamente, deve recordar-se: “VOCÊS AINDA SENTIRÃO SAUDADES MINHAS!”
Claro que qualquer forma de poder possibilita a seus detentores usá-lo em proveito próprio. No entanto, ainda que podridão houvesse, os governantes da época poderiam ser canonizados, em face de tudo o que vem acontecendo desde então e cujo ápice encontra-se no travestido “homem do povo”.
Se os militares perseguiram, torturaram, mataram... não tiveram como alvo o cidadão de bem. Não conheço ninguém, nem conheço alguém que tenha conhecido alguma “vítima” da ditadura. Aliás, o que, na verdade, seria ditadura? Aquela dos militares, que exigia absoluto respeitos às normas institucionais (ainda que com alguns exageros), combatia a marginalidade sem contemplação, permitia ao cidadão passear pelas ruas sem ter medo da própria sombra e ainda lhe concedia o direito de defender-se? Que proibia que os meios de comunicação exibissem material com conteúdo erótico, apologia às drogas, incentivo ao adultério, ao homossexualismo, ao sexo adolescente,...? Ou esta de hoje, que proíbe que famílias e/ou amigos reúnam-se em local público para confraternizarem? Que trata um fumante como um leproso e o isola do convívio social? Que torna o indivíduo refém até de um simples merda, que não aguentaria uma pequena porrada, mas que traz às mãos uma arma altamente letal? Que trancafia o cidadão em sua própria casa e que abre a porta da cadeia para um facínora exercer seu “sagrado” direito de visitar a família, desde que “prometa” retornar às 22:00 h? É para gargalhar ou prantear?
É lógico que álcool e direção não combinam; que o fumo causa doenças e mata; que o excesso de velocidade provoca acidentes fatais; que uma arma de fogo acaba transformando alguns em super-homens (é com ou sem hífen? Aliás, outro absurdo da democracia, ou seja lá o que tenha inventado esta reforma ortográfica. Hoje, não sei mais escrever!).
Iniciei-me no consumo de bebida alcoólica aos 19 anos, ao mesmo tempo que comecei a dirigir. Nunca provoquei acidentes. Sim, danifiquei um carro estacionado, mas com mínimas conseqüências. Nunca me feri ou a qualquer pessoa. Sempre bebi, sobretudo quando na condução de um veículo, de forma consciente. E sempre respeitei os limites de velocidade estabelecidos pelas leis do trânsito e principalmente pelas da Física.
Sei, também, dos malefícios do fumo e dele faço uso por livre-arbítrio (continuarei escrevendo do jeito que aprendi e lanço um movimento de rebeldia contra esta aberração). Ao mesmo tempo, sei que os não-fumantes sentem-se incomodados com o cheiro e com a fumaça do cigarro e acabam tornando-se fumantes passivos. Portanto, não faço refeições nem tomo meu chopp em estabelecimentos fechados que não tenham área reservada aos tabagistas. Áreas estas que, “democraticamente”, foram proibidas. Fumo dentro de casa, mas instalei um exaustor no meu cantinho e assim, o cheiro e a fumaça são sugados e lançados para fora.
Quanto às armas de fogo, seu porte e uso deveria ser permitido a qualquer cidadão que nunca tenha cometido um mínimo delito e submetido a cursos e exames psicológicos, ministrados pelas forças armadas militares ou civis, com avaliações e reciclagens periódicas, habilitando-o para delas fazer uso, em caso de agressão iminente ou atual ao patrimônio, integridade física e vida, própria ou de terceiros (afinal, o Código Penal prevê e permite a legítima defesa).
Infelizmente, a brasileira “demogogia” (lanço esta fusão de palavras e autorizo aos senhores lexicógrafos a incluí-la em trabalhos futuros) só nos permite, conforme dito em um de seus E-mails, falar mal do Presidente. Direito este que, de acordo com as pesquisas, só é exercido por 30% de brasileiros imbecis, que não enxergam os enormes benefícios que o atual governo trouxe e ainda está trazendo para o país. Idiotas que não vêem o progresso da rede pública de saúde, onde “qualquer cidadão é atendido como se fosse o Presidente da República” (palavras do próprio); que ignoram que nossas instituições de ensino, desde a alfabetização até a colação de grau superior, em breve serão modelo para o mundo e nunca mais, na história deste país, uma pessoa passará pelo drama que sua (dele) própria mãezinha passou: nascer analfabeta; que não percebem ser desnecessário que as Forças Armadas arregimentem jovens, geralmente pobres e que não estudaram, porque não quiseram (afinal das contas, as escolas públicas têm vagas suficientes e ensino de qualidade para todos), sobrecarregando-as com funções como: ensinar cidadania, dignidade, amor-próprio, respeito à hierarquia, profissão... e ainda sendo obrigadas a remunerá-los! Para quê? Estes jovens já têm seus futuros e remunerações garantidos dentro de suas próprias comunidades e ainda desfrutarão do prazer de trabalharem próximo às suas casas e aos seus familiares, onde, juntos, alimentar-se-ão com fartura, graças ao grande programa social intitulado “bolsa-alimentavot, ops!, alimentação”. Importante salientar que a união familiar ocorre devido a outro magnânimo programa social – o “bolsa-família”. Desta forma, todos permanecem encabrestados dentro de casa, proporcionando-lhes grandes ganhos em suas relações afetivas. Só mesmo cegos, imbecis e idiotas não se dão conta. Felizmente (para ele) são só 30%.
Entretanto, tal direito mencionado no parágrafo anterior, encontra-se seriamente ameaçado. Inspirado em alguns de seus comparsas, mandatários de países vizinhos, nosso presidente tem proferido sentenças como: “A imprensa não tem que investigar. Tem que informar” ou “Está havendo excesso de fiscalização.” Sintoma de quê?
A preocupação em relação a uma possível tentativa de guerra, intentada por parte do Equador, Paraguai, Venezuela, Bolívia, Colômbia e outros, creio ser excessiva, pelo menos pelos próximos 12 meses. Lula, Rafael Correa, Fernando Lugo, Hugo Chaves, Evo Morales, Daniel Ortega e as FARCs encontram-se, regularmente, para festas românicas, ocasiões em que, dentre outros assuntos, discutem, e alguns efetuam, mudanças na Constituição, de forma a torná-los perpétuos. No nosso caso, ainda dá tempo e o STF, com sete de seus Ministros nomeados pela atual administração, além dos quatro remanescentes (alguns aliados), com toda pompa e circunstância e fundamentando-se em brechas legislativas, ratificará tais alterações, que, de forma alguma, ferirão os preceitos constitucionais. Portanto, CUMPRA-SE! (ou será COMPRA-SE?).
Em relação aos manifestantes de aluguel, é certo que há muito existem. Não estou defendendo ninguém (embora até hoje tenha curiosidade em saber como seria o desfecho regular daquele governo) mas o que foram os “CARAS PINTADAS”? E quem engrossa as fileiras do MST, da CUT, ...? O problema é: quem paga a conta? Não precisa responder. Eu também sei!
Dilma Rousseff, coitada! Ela e seus pares dão o sangue pelo progresso da PETROBRÁS e são injustamente remunerados. Deveriam ter seus vencimentos corrigidos de forma a indenizá-los valorosamente, já que labutam (lábotam?) até as lágrimas e esses 30% de imbecis ficam criticando. Mas nenhum quer sofrer o que eles sofrem. A folha de serviços de nossa Ministra-Mor é concorrida, inclusive de fato autorizando-a a pleitear o cargo, também tão espinhoso e mal-remunerado, de presidir a Nação.
Por fim, quero corrigir outra injustiça, que o sr. ajuda a difundir: são putas sim, mas não poderiam parir tanto estrume.
Um grande abraço,
Elísio Ferreira
sábado, 24 de outubro de 2009
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